A Parábola do Servo Prudente

A Parábola do Servo Prudente

Leia o texto de Mt 24.45-51.

A parábola do servo prudente, ou servo fiel, é uma das parábolas que enfatiza a necessidade de vigilância ante a iminente volta do Senhor. Ela também reforça a característica da fidelidade do servo do Senhor.

A parábola resume-se em um servo, que recebe a responsabilidade de administrar a casa na ausência de seu senhor. Se ele provar ser fiel e prudente, o senhor o recompensará generosamente ao retornar. Mas, se for preguiçoso, indigno e descuidado, voltando o senhor quando não estiver sendo esperado, lhe infligirá severa punição.

A parábola começa com uma pergunta: “Quem é o servo fiel e prudente?” A palavra grega para fiel é pistós, e significa confiável, fiel. O termo grego para prudente origina-se de phronein. É um verbo que inicialmente significa “pensar”, e depois “ter algo em consideração”. O servo, portanto, que o Senhor apresenta na parábola, é uma pessoa confiável, alguém em quem se pode fiar sob qualquer circunstância. Ele é alguém que considera incessantemente o que convém ao seu Senhor. O servo precisa ser confiável e responsável. Feliz do servo que o Senhor, ao retornar, encontrar com essas qualidades.

Mas se este servo for mau, na ausência do seu senhor, ele dirá “Meu senhor demora-se”. E com a delonga de seu retorno, preencherá o seu coração com maus desejos. Esses maus desejos se exteriorizam, por um lado, em banquetear-se e gozar, ou seja, numa vida conscientemente voltada para si própria, mas, por outro lado, também numa vida cheia de desamor e falta de escrúpulos perante os conservos que lhe são subordinados. O que o seu senhor fará com ele é descrito com as palavras: “castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.51). A palavra grega para castigar significa literalmente “cortar em dois” e é uma imagem vívida do castigo eterno.

Alguns comentaristas afirmam que esta parábola trata daqueles que foram colocados pelo senhor em posições de responsabilidade especial, líderes e mestres da igreja cristã, os quais devem estar tão constante e fielmente ocupados com o Seu trabalho que, quando Ele voltar, os ache prestando serviço a seu Senhor, “alimentando” os membros da sua família. Já outros são da opinião de que a responsabilidade é de todos os seguidores de Jesus. Alguns desses seguidores recebem privilégios maiores que outros, mas são investidos de responsabilidades também maiores. Cada um tem o seu próprio dever no serviço do Senhor; ninguém está excluído ou isento.

Nesta parábola, Jesus é representado pelo senhor da casa. Ele parte, com a promessa de seu retorno. Na ausência de Jesus, seus seguidores recebem privilégios e responsabilidades. Se o crente for fiel e prudente no desempenho de seus deveres, Jesus o recompensará abundantemente, em sua volta. Mas se for infiel e agir irresponsavelmente, a volta de Jesus será para ele um acontecimento inesperado, do qual resultará sua completa separação de Deus e conseqüente punição.

Claiton André Kunz

Teólogo, pastor batista e diretor da Faculdade Batista Pioneira.

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