Amar a si mesma(o)

Amar a si mesma(o)

Por: Leila Krüger

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Leilakruger.com

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– áudio descrição do artigo –

Amar a si mesma(o)

Aprendi muitas lições na minha vida de guerras e desatinos, mas uma delas jamais vou esquecer: amar a mim mesma.

É a forma ideal de se reerguer e de voltar a viver, ou mesmo continuar vivendo o que faz você feliz.

Recomeçar é amar outra vez a si mesma(o). É se olhar no espelho e dizer: “Essa sou eu, e eu mereço.” Você merece ser feliz, merece ser amada(o), merece lutar, merece vencer. E não importa se a inveja e a discórdia batam à porta. A Psicanálise, como já Sartre, um dos pais do existencialismo, ensina: não importa o que a vida faz com você, mas o que você faz com o que a vida faz com você.

Acha que alguém tem uma vida perfeita? Tipo, acredita em vidas editadas em redes sociais? Todo mundo tem defeitos, problemas, e às vezes, veja só, as pessoas que você mais admira têm dificuldades muito maiores que as suas.

Há quem veja você e pense que sua vida é um mar de rosas. Há quem você veja e pense que vive no Paraíso. O fato é que NINGUÉM nessa vida tem uma vida fácil – e, sem tem, não realmente vive, apenas está acomodada(o) em uma zona de conforto. Apenas é refém do medo, da preguiça, da falta de vida.

E como amar a si mesma(o)? Só para começar, cuidando de você. São pequenas coisas, sabe? Pintar as unhas, um novo corte de cabelo, roupas novas, academia, novos projetos profissionais, mudança de pessoas, de hábitos… Não se muda da noite para o dia, em geral. Muda-se todo dia, quando você acorda de manhã e decide continuar sua mudança.

Este mundo em que vivemos não é bom: há tantas desigualdades, gente ruim, gente ferida, gente que merecia ser feliz, mentira, desenganos, saudades, perdas, o tempo que passa avassalador.

Mas e daí? É o que temos.

Esta coluna vai ser breve, porque a prática do que digo é breve, embora difícil: AME-SE. E, cada vez que se odiar, perdoe-se. E perdoe a quem lhe provocou o mal. Aqui se faz, aqui se paga.

O que vale na vida é o que deixamos dentro daqueles que amamos. Ninguém que a gente ama morre de verdade: permanecem para sempre vivos dentro de nós. Nenhuma distância separa o amor verdadeiro. Nenhum problema, o amor-próprio. Fraqueje, chore, pense em desistir. NÃO DESISTA.

NADA VALE A SUA VIDA. Você é única(o). Não viva se comparando, seja sua melhor versão. Descubra-se todos os dias. Seja um pouquinho melhor a cada dia.

Acredite em seus sonhos, em sua mudança, por mais que ninguém acredite. Não se contamine com aqueles que apenas sobrevivem, ou desdenham da felicidade.

E, afinal, seja você: só você é você, a não ser que escolha viver uma vida que não lhe pertence, e obviamente não a(o) fará feliz. Lute por sua independência como ser humano. Lute com diplomacia e paz, não com ódio. Seja firme quando precisar.

Não está sendo fácil. A pandemia nos faz pensar. Quem somos nós, vítimas de um ser invisível e mutante?

Disse Eduardo Galeano (in memoriam): “Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos”. Quem é você? O que você precisa mudar para ser quem deseja? O que você realmente deseja?

Desejo a você paz, amor e perdão. E muita, muita força. Quanto maior a batalha, maior a vitória. Cicatrizes podem ser bonitas, podem dizer o quanto somos fortes e sobrevivemos. 

  • Colunista, Escritora, Jornalista, Ghost Writer e Mestre em Comunicação Social- Leila Krüger.
Leila Krüger
  • Publicação: Abel Zimmermann, Redator-Chefe Jornal HoraH

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