Apoiadores do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), agrediram um manifestante que carregava a placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

Confusão na porta da sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde o deputado Daniel Silveira está detido
Foto: Pedro Duran/CNN (17.fev.2021)

Depois de uma troca de provocações, o homem que vestia a camisa do Brasil teve a placa de Marielle arrancada das mãos e atirada para longe por apoiadores do deputado.

Ele correu atrás da placa mas foi empurrado e levou chutes no chão, além de uma gravata. Depois, outros manifestantes pró-deputado entraram no meio e separaram a briga. O homem que segurava a placa estava com um dos pés enfaixado e usou a muleta pra tentar se defender.

A referência à Marielle se deve ao fato de Silveira ter quebrado a placa com o nome da ex-vereadora do PSOL durante um ato da campanha campanha eleitoral, ao lado do governador do Rio de Janeiro afastado, Wilson Witzel.

O manifestante é Edson Rosa, 50, que tem um problema na perna direita e caminha com auxílio de uma muleta. Edson, que se apresenta pelas iniciais E.R., é figura frequente em manifestações no Rio, sempre levando cartazes e atuando de forma solitária.

Logo depois da confusão, a Policia Federal conduziu o homem até a calçada e pediu que o advogado de Silveira orientasse os manifestantes a ocuparem o gramado central, por onde passa o trilho do VLT. 

Cerca de vinte manifestantes estavam em frente à sede da PF no início da tarde desta quarta-feira. Alguns gritavam palavras de ordem contra o STF, outros seguravam cartazes e bandeiras do Brasil. Reunidos, a boa parte deles não usava máscaras. (*Com informações do Estadão Conteúdo)

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