As Próximas Eleições – Primeira Parte

Sou demandado seguidamente a opinar sobre as próximas eleições em Ijuí. É um tema que me interessa por diversas razões. Procuro estar atento aos movimentos que são feitos pelas forças políticas neste período que é chamado, na falta de um termo mais preciso, de pré-eleitoral.

Mas isso não significa que eu saiba algo há mais do que a população em geral. Neste debate, geralmente as pessoas que mais falam são as menos informadas, sendo que as que realmente sabem, por que têm poder decisório, se fecham completamente ou se manifestam apenas com evasivas. 

Portanto, ninguém se aventuraria neste momento e predizer qual será o quadro final de candidatos a prefeito em Ijuí, e quais serão as coligações que se formarão para o pleito. Há indícios, que podem ou não se confirmar. 
Um indício forte é de que se romperá, pelo menos em parte, a trégua estabelecida nas eleições de 2016 entre PDT e PP. Esta disputa se estabeleceu em nosso município durante a ditadura militar, ou quiçá ainda antes, pondo de um lado o partido da ditadura, a Arena (da qual o PP é o principal caudatário), e de outro, o partido da oposição consentida ao regime militar, o MDB, do qual provieram os principais quadros do PDT.
O PDT sempre se impôs eleitoralmente neste conflito, com exceção da eleição de 1996, quando ganhou o prefeito Ortiz Schröer. Vinte anos depois, pela primeira vez, esses partidos se coligaram formalmente, embora possa ter havido no passado eventuais acertos “por baixo do pano” entre alas dessas agremiações. 

Hoje, se a ruptura do PP com o PDT se confirmar, este terá de buscar alguma maneira de compensar a perda para manter intacta sua pujança eleitoral. Note-se que o PDT sofreu outras perdas em seu núcleo, como a cassação de dois vereadores e o desfalque de um terceiro edil, o vereador Marcos Barriquello, que anuncia seu ingresso no PL.

Aqui está o primeiro elemento importante a ser analisado na estratégia da próxima disputa. Rompida a coligação PDT-PP (se efetivamente isto ocorrer, o que ainda não é um fato consagrado) qual será o acréscimo eleitoral compensatório buscado pelos pedetistas. Creio que a tentativa depende de quem será o candidato pedetista, Valdir Heck ou Ballin, pois eles possuem perfis diferentes embora companheiros de sigla. 

Ou será que o PDT assimilará de forma olímpica tais perdas (abandono da coligação pela parte hegemônica do PP e baixas na bancada de vereadores) e tentará a conquista de mais um mandato apostando na sua própria força eleitoral.

Neste mesmo sentido, teria o PDT a coragem de lançar uma chapa pura, com candidatos pedetistas tanto a prefeito como a vice?
Eis uma das questões importantes que muitos desejariam saber para melhor se mover neste momento pré-eleitoral, no qual a angústia em avançar é enorme, mas titubeantes são as luzes a iluminar o caminho.
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