por: Leila Krüger E-mail leilakrugerlivros@gmail.com

Segue o “furacão” patológico que assolou o mundo nos últimos meses, o Covid, enlouquecendo a economia, a política, a sociedade, as pessoas de forma individual.

Já foi pior, embora seja importante lembrar que, oficialmente, o Brasil está, faz um bom tempo, no TOP 3 de recorde de mortes por Covid – por alguns, inclusive médicos, chamado de alien. Um ente com comportamento inédito na História da Medicina. As teorias conspiratórias são muitas.

Muita gente teve de se isolar, inúmeras pessoas completamente, por precaução. Outras, sem poder parar de trabalhar ou convivendo com doentes de Covid, submetem-se ao medo diário – talvez até um pouco atenuado pela rotina de ameaça. Frequentemente, ouvem-se notícias de um famoso – nem sempre um velhinho com comorbidades – ou pessoas que morreram devido ao Covid de forma trágica. Pessoas com uma vida pela frente. Como assim? Já virou outra rotina, nos assustamos menos agora, mas a doença de fato não involuiu no Brasil e no mundo.

No Brasil, surgiram cepas mais agressivas, como a de Manaus que está “matando a rodo”, com falta de oxigênio – só temos dinheiro para sustentar a pesadíssima máquina pública – e 70% mais contagiosa, e a de Goiás, a da África do Sul, a da Inglaterra. Já temos o Cov-2. E sabe-se lá quantas mutações mais!

Quem nunca soube de um conhecido que morreu ou quase morreu de Covid? Difícil.

Milhares de negócios faliram ou estão em vias disso, pessoas adoecem física e mentalmente, debates políticos, ideológicos e até religiosos se acirram cada vez mais – as pessoas, elas estão menos assustadas, mas ainda muito assustadas, e, em muitos casos, agressivas, “pessoas feridas ferem pessoas”. Feridas pelas circunstâncias que estamos vivendo, pela crise econômica, pelo governo, por lados obscuros que se revelam nessa pandemia. Afinal, situações difíceis mostram quem uma pessoa é. Poucos mantêm o pleno equilíbrio e a vida intacta.

E aí tem a guerra das vacinas, ivermectina, hidroxicloroquina, o governo que gastou horrores em cloroquina, e tem a azitromicina e as supostas curas do vírus, negadas por laboratórios e autoridades, independentemente de verdades, gananciosos e até inescrupulosos.

Mas, se o Covid chegou e veio para ficar mais do que se previa, não apenas um final de semana, provocando um tsunami na sociedade e nos mercados, ele, como todas as crises, nos dá a oportunidade de mudar. Reconstruirmo-nos como seres humanos, estender a mão ao próximo – por exaustivo que seja olhar para o lado, preocupados com nossos familiares e amigos. Porém, nas grandes crises, precisamos dar as mãos. Não é o que tem ocorrido, não no Brasil: ódios aumentam, a incoerência, falta de informação, hipocrisia e intolerância crescem como ervas daninhas em mentes perturbadas e instáveis, a minha, a sua, quem sabe, com o aval perfeito das redes sociais – não só nelas, é claro.

O furacão segue. A vida segue. Mas é tempo de se reconstruir. A Alemanha perdeu duas Guerras Mundiais em cinquenta anos, sobraram só ruínas, reconstruiu-se com muito esforço e hoje é o país mais rico da Europa, ou ao menos era havia pouco tempo, altamente organizado.

Vamos ser Alemanha. Nada de nazismo: vamos nos reconstruir com esforço e resiliência nesta guerra. Reconstruir o mundo à nossa volta. O mundo vai ser diferente após o Covid.

Sabe a rosa de Hiroshima nos escombros? É seu coração. Cuide bem dele, como o Pequeno Príncipe cuidava da sua rosa. Fortifique seu coração com amor, fé e coragem. Redescubra-se.

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