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Empresas são mais do que paredes. Empresas são pessoas.

Empresas almejam cada vez mais o crescimento. É uma corrida drástica em busca de crescimento. Aumentar as vendas, impor metas e alavancar o faturamento semanal, mensal, anual…o sonho é grande, mas a realidade é dura, principalmente em tempos de crise.
E não é que a realidade é dura porque as empresas de nenhuma forma vão crescer, a realidade é dura porque o sonho vira utopia na forma com que grande parte dos empresários INTERPRETA, crescimento.
O crescimento de uma empresa não está apenas nos números no final do mês ou do semestre que seja. Crescer significativamente, vai muito além de aumentar os lucros financeiros, é preciso enxergar isso.
Primeiramente, criar uma empresa sem planejamento estratégico é construir uma casa de areia. Você pode dar a melhor forma a ela, o melhor designer, pode ser grande ou pequena, ela não vai se manter estática por muito tempo. Tem que ser sólida, com base firme e resistente, pois senão, a qualquer adversidade, cai. O vento leva ou a chuva destrói. Nem todos os dias o tempo é bom e o sol brilha.
Muitos constroem, planejam e desenvolvem suas empresas, como uma casa de areia, sendo por isso que muitas não permanecem em pé, na primeira tempestade.
Tempestades chegam sem avisar, o tempo muda, o sol se esconde, começa a ventar forte e empresas de areia, se vão…
Mas como construir uma empresa sólida, de material forte e resistente?
É preciso compreender que empresas não são só paredes, ou seja, uma empresa em seu real significado não é “grande” por sua estrutura física. Muito menos obterá maiores lucros e melhores resultados por isso. Tampouco, empresas modernas, hoje não são mais aquelas que possuem as máquinas e os sistemas de operação mais sofisticados e tecnológicos do mercado e isso não é mais indicativo de sucesso.
A começar pelo planejamento estratégico como citado anteriormente. A melhor estratégia, é formar as melhores pessoas, porque são elas que estarão a frente de qualquer empresa. São elas que desenvolverão e aplicarão ações que geram resultados. E pessoas também exigem investimentos e muitas vezes o investimento além de financeiro, pode vir em forma de capacitação, em forma de bonificação e até mesmo em forma de elogios e reconhecimento.
O mundo de hoje, chamado pós pandemia de “o novo normal”, em seu sentido mais amplo, exige mais do que paredes, mais do que máquinas, mais do tecnologias. No fundo sempre exigiu. Em outras palavras, o que o “novo normal” exige, são pessoas.
O mundo girou e trouxe de volta aquilo que um dia foi substituído, hoje, inverte-se novamente. Ha décadas, séculos atrás, pessoas foram substituídas por máquinas, no mundo dos negócios principalmente, pensando em eficiência, agilidade, produção, etc.
E deu certo, por muito tempo. Hoje não dá mais.
Foram criadas tantas máquinas, com tantas funções, ganhou-se tanto em aumento de produção, que até mesmo as pessoas estavam se “maquinificando”, tornando-se “meio maquinas” também. O lema passou a ser “fazer mais em menos”. Mais coisas em menos tempo e o inverso também é recíproco.
Mas foi em meio a esse caos pandêmico que percebemos que máquinas não fazem a diferença, nem fariam com que sobrevivêssemos a essa crise. Nesse momento sobravam máquinas e faltavam pessoas.
Pessoas preparadas.
Pessoas que acima de tudo tivessem visão. Pessoas que tivessem humanidade de lidar com gente. Primeiro, nos momentos difíceis, de se solidarizar com as dificuldades do outro, de compreender o outro. E o “outro” podia ser quem quer que fosse. O vizinho, o amigo, o colega, o pai, a mãe, o filho…
Pessoas que tivessem ação.
Ação de visão. De observar os cenários e compreender de que o que realmente é preciso nos momentos difíceis é o trabalho especializado de pessoas. Que se relacionem bem, mesmo a distância, mas que conectem outras pessoas, que conheçam outras pessoas, que demonstrem interesse e que tenham criatividade para ofertar e escoar produtos de acordo com os gostos, circunstâncias, necessidades, cenários. Pessoas pra humanizar, serviços, marcas, produtos… Pra criar a necessidade, pra saciar desejos, pra mudar circunstâncias e pra sair da crise. Pessoas que promovem “crescimento”.
As melhores empresas, no passado e no futuro, não foram e nem serão as empresas que têm as melhores máquinas. As melhores empresas no passado e no futuro foram e sempre serão as que mantem em seu maior patrimônio, as melhores pessoas, que são criativas o suficiente para não tombar na crise e criar na crise.

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