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Grupo de ajuda mútua entre mulheres empreendedoras completa 1 ano

Comunidade tem como objetivo ajudar pequenas empresárias que estão sofrendo com o novo fechamento do comércio a se adaptarem às plataformas digitais

No ano passado, o Brasil começou a viver as consequências da pandemia do Novo Coronavírus. A economia foi um dos setores mais afetados, principalmente os negócios liderados por mulheres. As pequenas organizações foram uma das áreas em que mais levou prejuízo financeiro, por não obterem um recurso extra para os momentos de crise.

De acordo com uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a pandemia da Covid-19 reduziu a proporção de mulheres no empreendedorismo. No terceiro trimestre de 2020 haviam cerca de 25,6 milhões de donos de negócio no Brasil. Desse universo, aproximadamente 8,6 milhões eram mulheres (33,6%) e 17 milhões, homens (66,4%).

Em meio à essa realidade, a empresária Ana Karoline Andrade criou o Filhas de Farani com intuito de gerar troca de experiências, motivar e ensinar novas formas de empreender e inovar para esse público, em um momento de recomeço também em sua carreira profissional.

“Tudo começou comigo, aqui na cidade de Altamira, no Pará, após aceitar um desafio online e criar um grupo com apenas cinco amigas em um aplicativo de conversa. Agora, apenas um ano após, já temos embaixadoras em diferentes estados como Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e outras regiões”, conta a empresária.

Hoje, a comunidade conta com 56 embaixadoras espalhadas pelo Brasil e em outros países como; Portugal, Estados Unidos, Noruega e no Continente Africano. O movimento também tem um grupo no Telegram e conta com 1200 participantes. Além disso, a audiência tem crescido cada dia mais nas redes sociais. Diversas mulheres têm buscado apoio e conteúdo relevante para os seus negócios. Para ela, isso “é gratificante, pois mostra que nosso esforço não é em vão e graças a ele, conseguimos ajudar muitas empreendedoras a se reinventarem em meio à crise”.

A união faz a força

A mineira Caroline Cardoso, responsável pelo E-commerce Atacado Plus Size e embaixadora do Filhas de Farani, na cidade de Dores de Indaiá (região Centro-Oeste do estado), revela como o grupo tem ajudado a crescer profissionalmente. “Depois de entrar no grupo, despertou o interesse em alguns outros assuntos do universo do empreendedorismo que antes eu não dava tanta importância quanto hoje. Como por exemplo: importância de networking”.

Ter a possibilidade de ajudar outras mulheres é uma realização pessoal para Caroline. “Sempre fui dotada de um grande desejo de ajudar o próximo, mas isso se restringia a doações para pessoas em situação de extrema carência, ainda não tinha me visto doando algo para pessoas que em algumas vezes até tinham mais do que eu. Poder aplicar meu conhecimento sabendo que ele agrega na vida de empresárias muitas das vezes consolidadas, mas que estão passando por certas dificuldades específicas em seus negócios, é uma experiência única e sem dúvidas gratificante”.

Outra empreendedora que além de conseguir auxílio do grupo, mostra seu conhecimento para o mundo através do Filhas, é Ruana Coutinho, 27. Ela é empresária do ramo de alimentação com mais de 5 anos de experiência, mãe de duas lindas princesas e influencer nas horas vagas. “Fui convidada para participar do projeto Filhas de Farani com o cargo de diretora executiva de marketing e estratégia pela fundadora que ficou encantada com o trabalho que desenvolvo em minhas mídias sociais sobre empreendedorismo”, diz contente.

Ao todo, são 85 mulheres representando vários estados brasileiros. Com o único propósito e a missão de fazer acontecer os negócios femininos no Brasil, o Filhas de Farani comemora os seus primeiros 365 dias de lutas, vitórias, descobertas e conquistas.

Fontes: Ana Karoline Andrade, gestora na área alimentícia, empreendedora e fundadora do Grupo Filhas de Farani (@filhasdefarani).

Foto: Ana, Caroline e Ruana com Camila Farani ( quem inspirou a criação do grupo) e a mãe Fátima Farani.

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